sábado, 4 de maio de 2013

Independência ou morte!

"Podemos marcar para o sábado à noite?", me perguntaram. Respondi "não, já tenho planos". E o meu plano incluía ter tempo pra mim.

Sei que posso parecer desprendida, talvez indiferente ou egoísta, mas começo a me sentir incomodada quando passo tempo demais acompanhada. Programação 24x7 não me atrai.

Às vezes, mesmo entre risadas e abraços, estou com o pensamento distante, contando os segundos para chegar em casa e fazer algo parecido com... nada. Ou tudo. Mas só comigo. Parece papo de masturbação - o que não deixa de ser uma boa ideia -, mas sei que é só vontade de fazer o que sempre fiz, quando ninguém está observando.

Quero ouvir a mesma música 50 vezes; viajar numa ideia e começar uma planilha baseada em lugares a que nunca fui e pessoas que ainda não conheço; assistir a qualquer filme insano abraçada com um dos meus cachorros e discutir a trama; descer às 3h45 da manhã pensando em um Big Mac e acabar com um sanduíche de presunto, queijo, maionese e um pão de forma integral - pra ser saudável - dividido ao meio; quero trocar mensagens no Whatsapp com gente bêbada; tirar fotos da minha bunda naquelas calcinhas novas que comprei pra ver se fiquei bem e blablabla.

Pessoas tendem a se comportar como siamesas quando estão em um relacionamento. Desconhecem o conforto da solidão. O mundo fica de pernas pro ar se um compromisso for cancelado. "Vamos terminar!" é quase um mantra. Ameaças a todo instante, manipulação disfarçada de descontrole.
É por isso que tanta gente ameaça se matar quando um relacionamento termina.

Quem aprende a viver para si - delimitando tempo e espaço para o outro -, aprende a amar melhor o próximo também. É apenas uma questão de acordo e transparência, não?

Um comentário:

Milla Pupo disse...

Eu sempre fico incomodada quando ocupo todos os dias da semana em companhia dos outros, mas nunca tinha conseguido sintetizar o que sentia, você conseguiu, obrigada, é exatamente isso :)

Beijo.